A confusão abriu uma discussão no Brasil todo, acusando as torcidas organizadas de serem o antro dos criminosos da sociedade, que se escondem atrás de uniformes pretos, verdes, azuis, vermelhos ou de outras tantas cores e símbolos. Mas antes de sair por aí, acusando e generalizando a todos, é necessário conhecer o trabalho das entidades, que se extende além do campo de jogo.
Na maioria dos casos, todas as torcidas organizadas realizam ações sociais durante o dia-a-dia. A Mancha Alvi-Verde, principal organizada do Palmeiras, realizou no dia 04 de abril, a entrega de Ovos de Páscoa em três lugares diferente. A Associação Sócio-Educional Integrando Vida e Ação, a Casa Lar Ebenezer e o Centro Comunitário Sócio Educativo Cultural e Profissionalizante Padre Jacinto foram as entidades agraciadas. Todos voltados para o desenvolvimente de crianças e adolescentes.
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| Mancha Alvi-Verde divulga ação social em seu site oficial. (Crédito: Site Oficial da Mancha Alvi-Verde) |
A organizada do Timão ainda desenvolve outros projetos como campanhas do agasalho, oficinas culturais, que acontecem em parceria com a Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo, e outros eventos de ações sociais.
A Torcida Jovem, do Santos, também realiza campanha de arrecadação de agasalhos e outros trabalhos sociais.
Mas todos esses projetos, sejam da Mancha, Gaviões, Independente, Torcida Jovem ou qualquer outra organizada, ficam prejudicados quando fatos isolados, como a briga entre os arruaçeiros da Inajar de Souza, acontece. Um exemplo claro, foi o dos Gaviões, que tiveram tomados seus computadores, pois a polícia acredita que o encontro tenha sido marcado pela Internet. Com isso, o projeto de inclusão social, ficou totalmente afetado.
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| Repare que os aparelhos apreendidos pela polícia, são os mesmos usados no projeto dos Gaviões. (Créditos - Foto esquerda: istoe.com.br/ Foto Direita: Divulgação Gaviões da Fiel) |
Gaviões e Mancha Alvi-Verde afirmam que os envolvidos não fazem parte da torcida organizada. Embora estivessem uniformizados com as cores e símbolos das mesmas, as agremiações ser atos isolados e independete do pensamento da torcida. A Mancha ainda se diz vítima de uma emboscada "da torcida adversária, munida de armas de fogo, barras de ferro, bombas e integrantes encapuzados". Contundo, em nenhum momento acusa qualquer organização.
Já a Independente foi mais branda. Mesmo não tendo nada a ver com o ocorrido, a organizada do São Paulo afirma que não vai permitir em hipótese alguma, a fragmentação da torcida em "bondes", que realizem atos isolados e na contra mão daquilo que pensa a torcida.
O que fica de tudo isso na verdade é que existem meios e caminhos de acabar com a violência no futebol, que já vitimou mais de 150 pessoas, segundo publicou um jornal de São Paulo, na última terça-feira. Mas essas pessoas precisam ser punidas, sem que se punam aqueles que usam o nome das entindades em prol da sociedade.


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